As universidades federais, vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), ocuparam sete das dez primeiras posições do Ranking Universitário Folha (RUF) 2026, publicado na última semana. Entre as 20 primeiras colocadas, 17 são federais, enquanto no grupo das 50 primeiras, 37 integram este conjunto, segundo os dados da edição de 2026 do levantamento.


A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aparece na terceira colocação nacional, com nota 97,22, seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em quarto lugar, com 95,86, e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na quinta posição, com 95,58. Também estão entre as dez primeiras a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em sétimo lugar; a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em oitavo; a Universidade de Brasília (UnB), em nono; e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em décimo. 

Das 74 universidades federais existentes, 69 estão em atividade e todas foram consideradas no estudo da Folha. Dessas, 51 estão entre as 100 primeiras colocadas. Ao todo, o levantamento reúne 205 instituições classificadas como universidades. Não foram incluídas as Universidades Federais Indígena (Unind) e do Esporte (UFEsporte), cujas leis de criação foram sancionadas pelo presidente Lula há poucos meses, mas que ainda estão em fase de implantação, com previsão de início de atividades em 2027. 

Também não foram incluídas as Universidades Federais de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (UFCI/RJ) e de Minas Gerais (UFCI/MG), que ainda não haviam sido transformadas em universidades quando o levantamento foi produzido. A Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN), por sua vez, não foi considerada porque seu desmembramento enquanto Campus Oiapoque da Universidade Federal do Amapá (Unifap) ainda não havia ocorrido. 

Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, os resultados destacam o protagonismo das universidades federais no desenvolvimento do país. “As universidades federais são parte fundamental de um projeto de desenvolvimento nacional que articula formação, produção científica, cultura, compromisso social e inovação, inclusive em consonância com a Nova Indústria Brasil (NIB), a partir do apoio do nosso programa Universidades Transformadoras, que atua no alinhamento da oferta acadêmica das universidades federais aos cenários de transformação digital, transição para economia de baixo carbono e novas demandas demográficas”, afirma. 

Presença nas cinco regiões – As universidades federais estão entre as primeiras colocadas nas cinco regiões do país. No Norte, a Universidade Federal do Pará (Ufpa) ocupa a primeira posição entre as universidades da região, seguida pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em segundo lugar. 

No Nordeste, a Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) lidera entre as instituições da região. Na sequência, aparecem a Universidade Federal da Bahia (Ufba), em segundo lugar; a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em terceiro; e a Universidade Federal do Ceará (UFC), em quarto. 

No Centro-Oeste, a Universidade de Brasília (UnB) ocupa a primeira posição regional, seguida pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em segundo lugar. 

No Sudeste, a UFMG está na terceira posição regional, atrás das duas universidades estaduais paulistas que também puxam o ranking nacional: a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A UFRJ aparece em quarto lugar, e a UFSCar, em sexto. 

No Sul, a UFRGS ocupa a primeira posição regional. A Ufsc aparece em segundo lugar, seguida pela UFPR, em terceiro. 

Ensino e pesquisa – Na dimensão Ensino, a UFMG alcança a terceira posição nacional, com nota 31,54. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aparece em quarto lugar, com 30,97, e a UFRGS, em quinto, com 30,96. A Ufsc ocupa a sexta posição, enquanto a UnB e a UFSCar também estão entre as dez primeiras. 

Em Pesquisa, a UFRGS ocupa a terceira posição, com nota 41,12. A UFMG aparece em quarto lugar, com 40,82, e a Unifesp, em quinto, com 40,46. A Ufsc está em sétimo, a UFRJ em oitavo e a UFSCar em nono lugar. 

Os resultados mostram a presença de universidades federais entre as dez primeiras colocadas nas duas dimensões. 

Mercado e inovação – Na dimensão Mercado, a UFMG ocupa a segunda posição nacional, com nota 17,91. A UFRJ está em quarto lugar, com 17,74. A Ufpe e a Ufba aparecem empatadas na oitava posição, ambas com nota 17,38. A UFC ocupa o 11º lugar, com 17,12. 

Em Inovação, a UFRGS divide a primeira posição nacional com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com nota 3,87. A UFRJ ocupa o terceiro lugar, com 3,81, e a UFMG aparece em quinto, com 3,63. 

Também estão entre as dez primeiras nessa dimensão a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em sexto lugar; a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em oitavo; a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em nono; e a Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC), em décimo. 

Internacionalização – Na dimensão Internacionalização, a UFABC ocupa a primeira posição nacional, com nota 3,95. A UFRJ aparece em quinto lugar, com 3,73, enquanto a Ufsc e a UFRN estão entre as dez primeiras, nas sétima e oitava posições, respectivamente. 

A Unifesp também figura entre as dez primeiras, na oitava colocação, empatada com a UFRN. Os resultados nessa dimensão complementam os dados de ensino, pesquisa, mercado e inovação e permitem observar diferentes aspectos do desempenho das instituições. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)